TRIGO 2026/27: PREVISÃO DE MARGENS APERTADAS E POSSÍVEL REDUÇÃO DE ÁREA NO BRASIL
A análise, divulgada pela Consultoria Agro Itaú BBA, destaca os desafios do trigo em relação às margens apertadas e uma safra com possível redução da área cultivada. (Foto Magnific Premium/@DanielHernandez1976).
As projeções para a safra brasileira de trigo 2026/27 apontam para um ciclo de desafios. Dados da Consultoria Agro Itaú BBA indicam que o setor deve enfrentar margens de rentabilidade mais estreitas, pressionadas pelos custos de produção e pelas oscilações climáticas, o que pode resultar na redução da área cultivada no país.
O impacto do clima na qualidade do grão
O fator climático continua no topo do radar de atenção. A possível atuação do fenômeno El Niño durante o ciclo produtivo traz um cenário de cautela: se por um lado diminui o risco de geadas rigorosas no inverno, por outro, aumenta a probabilidade de chuvas intensas no período de colheita.
Esse excesso de umidade na reta final é crítico, pois pode comprometer a qualidade industrial dos grãos. Na prática, isso impacta negativamente os prêmios e diferenciais pagos no mercado interno, afetando o caixa do produtor.
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Custos de produção e o cenário internacional
As operações seguem pressionadas pelo cenário geopolítico. Os conflitos no Oriente Médio continuam influenciando a alta dos fertilizantes nitrogenados e fosfatados. Essa elevação de custos reduz o poder de compra do agricultor e aumenta a cautela, limitando investimentos em tecnologia de manejo.
No mercado externo, secas severas em regiões produtoras dos Estados Unidos mantêm as cotações internacionais do trigo sustentadas. Para o Brasil, a combinação desses fatores indica que as paridades de importação devem continuar elevadas, com o repasse aos preços internos dependendo fortemente do comportamento do câmbio ao longo da safra.
Fontes: O Presente Rural via Sindicato da Indústria do Trigo (Sindustrigo)